terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Torre de Moncorvo - 2 ª Edição do programa “Música no Douro Superior”

A Igreja Matriz de Torre de Moncorvo recebe no próximo dia 11 de Dezembro, pelas 15h00, um Concerto de Natal com a Orquestra do Norte, no âmbito do programa “Música no Douro Superior”, promovido pela Associação de Municípios do Douro Superior.

Um dos principais objetivos deste programa é afirmar, consolidar e melhorar a oferta cultural no Douro Superior, reforçando a capacidade institucional e promovendo a cooperação entre os Municípios do Douro Superior. Este projeto simboliza uma imagem de oferta cultural organizada, pretendendo colocar ainda mais os concelhos do Douro Superior no mapa de eleição dos destinos turísticos do país.
No decorrer do espetáculo a Orquestra do Norte interpreta temas de Beethoven e Antonin Dvorak, sob a direção do maestro José Ferreira Lobo.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 05 de Dezembro de 2016
Luciana Raimundo

MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA, por Abade de Baçal- TOMO II


Fonte:http://altm-academiadeletrasdetrasosmontes.blogspot.pt/2014/02/memorias-arqueologico-historicas-do_26.html

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Torre de Moncorvo - Anos 40 do século passado

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NORDESTE TRANSMONTANO - EFEMÉRIDES (06/12)

06.12.1891 – Nota publicada no nº 7 de "O Moncorvense desta data, eivada de fortes e irónicas críticas aos líderes progressistas do Nordete Trasmontano:
- (…) Todos os nossos amigos serão contemplados com empregos rendosos nas repartições do Estado.
Os de agronomia e suas múltiplas dependências irão para a Torre do Tombo.
O “Topa-a-tudo” e seu filho loiro ficarão colocados perpetuamente na Caixa Geral de Depósitos.
Mazombo, Mazombinho e Mazombez, na Academia real das sciencias.
Os habilidosos financeiros, mestre Cepeda e Manquitó, no Tribunal de Contas ou na direcção do Banco de Portugal.
O tonsurado de Lamas fica onde está.
Mestre de vallas será nomeado inspector das obras do porto de Lisboa.
O Papinhas de Besuntão, notável escriptor público, irá para o logar de redactor chefe duma das casas do Parlamento, e nos intervalos das sessões desempenhará o cargo de irmão procurador no recolhimento das Trinas.
O doutor Lambôdres, de Vinhais, preceptor no dito recolhimento.
Moncorvo - 1894
O Rato-mor da câmara municipal de Macedo irá para o Terreiro do Trigo, como thesoureiro dos fundos da bolsa dos cereaes.
Todos terão colocação, e em outra carta direi qual. Como te considero como meu filho, deputado és já: assim te podes considerar. – O Grande Dynamite. Adeus querido sobrinho.
- No mesmo jornal se noticia a morte de Francisco António Cardoso, em Torre de Moncorvo, o qual contava 79 anos, bem como da mãe da Dr. Galas. E se escrevia que as dívidas da câmara de Moncorvo ascendiam a 6 ou 7 contos de réis e que o dinheiro estava nas mãos dos grandes contribuintes que não pagavam o que deviam.
António Júlio Andrade

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Moncorvo - EFEMÉRIDES (05/12)


Açoreira - capela
05.12.1837 – 32 cidadãos da freguesia de Açoreira entregam na câmara municipal um requerimento reclamando o direito de ser inscritos nos cadernos eleitorais para poder votar.

Açoreira - capela
05.12.1841 – Numa circular então enviada pela câmara municipal de Torre de Moncorvo às juntas de paróquia do concelho pode ler-se: - A câmara municipal de Moncorvo, em sessão de 28 de Novembro próximo passado deliberou que cada um dos moradores deste concelho plante 2 amoreiras, 2 cerdeiras e 6 amendoeiras onde for terra própria.

05.12.1896 – Nota da Caderneta de Lembranças: - é que começarão a pôr os letreiros nas esquinas das ruas da villa.

-Neste dia se iniciou a numeração das casas e colocação de placas toponímicas nas ruas da vila de Torre de Moncorvo, trabalho adjudicado ao empreiteiro João António Pontes, de Vila Nova de Fozcôa, por 46 mil e 800 réis.

TORRE DE MONCORVO - ROSTOS TRANSMONTANOS















Click nas imagens para aumentar.
Fotografias de Paulo Patoleia

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TORRE DE MONCORVO - A FILHA DO ARIOGA

A filha do Arioga tinha lindas jóias de ouro
Foi na ponte do Pocinho que ela se deitou ao Douro.
Ela trazia-a fisgada para se matar num instante
Por causa de não a deixarem casar com um caixeiro viajante.
Ela trazia-a fisgada para beber uma dosa
Para deixar a mãe livre deixa a tia criminosa.
Venha daí minha tia comigo a passear
Será a última hora que me vem à acompanhar.
Ao subir da calçadinha três pancadas deu na porta
Venha ver a sua filha que por pouco não está morta.
As cartas do seu amor tràzi-as entre o colete
Eram cartas e retratos e também eram bilhetes.

No Romanceiro Popular Português

Postado 30/10/10

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Festival de Turismo Gastronómico: O melhor do Douro serve-se à mesa

Foto: LB
Oito anos após a sua criação, o “Festival de Turismo Gastronómico do Douro – Património e Cultura” continua a manter viva a ambição de valorizar e promover a gastronomia da região como um produto estratégico deste território. Desde a primeira hora, a Câmara Municipal de Lamego é um importante parceiro institucional deste certame que constitui uma aposta estruturante para qualificar a oferta turística do Vale do Douro.

Para além do vinho afamado em todo o mundo e de belas paisagens em socalcos construídas pelo Homem, o Douro afirma-se cada vez mais como um destino gastronómico de excelência. De 7 a 18 de dezembro, os restaurantes aderentes, muitos deles situados no concelho de Lamego, querem conquistar o paladar de clientes de todo o mundo, ao apostarem sobretudo na utilização de produtos tradicionais endógenos para confecionar pratos deliciosos.

Sessão de Divulgação sobre as Medidas de Apoio ao Empreendedorismo SartUP Voucher e Vale Incubação Caixa de entrada


Vai ter lugar no dia 6 de dezembro, pelas 10h30, na Biblioteca Municipal uma Sessão de Divulgação sobre as medidas de apoio ao Empreendedorismo “ StartUP Voucher “e “Vale Incubação”. A sessão é promovida pela BLC3 - associação sem fins lucrativos, que desenvolve atividades de investigação e intensificação tecnológica de excelência, incubação de ideias e empresas e apoio ao tecido económico – que vai ter um pólo em Alfândega da Fé. O objetivo é apoiar a criação de novos negócios dando a conhecer os incentivos disponíveis para jovens empreendedores.

As medidas StarUP Voucher e Vale Incubação integram a “ StartUP Portugal – Estratégia nacional para o Empreendedorismo” e assumem-se como oportunidades para quem tem uma ideia de negócio e precisa de financiamento para a concretizar.

O StartUP Voucher é uma bolsa mensal de 691,70 euros válida por um ano para ajudar jovens empreendedores a desenvolver projetos empresariais que se encontrem em fase de ideia. Os jovens dos 18 aos 35 anos podem candidatar-se a esta bolsa (StartUP), desenvolveram a sua ideia de negócio e criarem a própria empresa com apoio da BLC3. O StarUP  Voucher pode ir até um ano tendo ainda a possibilidade de no segundo ano terem um apoio para desenvolverem o produto e colocá -lo no mercado.

As empresas já constituídas por jovens e com menos de 1 ano de existência podem candidatar -se ao "vale incubação”.

Tratam-se de duas excelentes oportunidades para quem tem uma ideia de negócio e precisa de financiamento para a concretizar.
Info-CMAlfândega

Turismo pode ser "árvore do pão" para o Nordeste Transmontano

Foto: Leonel Brito
Bispo de Bragança-Miranda mostra disponibilidade da Igreja para ajudar a "mostrar o que de belo, de autêntico, de positivo” existe na região.

O bispo de Bragança-Miranda considera que a chave para o “desenvolvimento integral” do Nordeste Transmontano pode estar no turismo.

“Bragança, que por muitos é tida como a periferia das periferias, tem tanto a oferecer, tanta riqueza, tantas oportunidades”, constata D. José Cordeiro.

O prelado realça que o “turismo é casa de todos” e manifesta abertura e disponibilidade da Igreja para, em “colaboração reciproca com as várias pessoas e instituições, mostrar o que de belo, de autêntico, de positivo” existe na região.

“Daquilo que conheço da diocese, e na boa relação transfronteiriça que temos com as cinco dioceses confinantes, e com todas as outras plataformas que podem ser criadas no território, com as autarquias e outras instituições, podemos fazer com que o turismo seja um factor de desenvolvimento integral para esta região”, afirma o prelado à Renascença.

Alfândega da Fé - Mensagem da Presidente da Câmara

Foto: Arquivo do blogue
Neste final de ano de 2016 estamos na fase de aprovação do Plano e Orçamento, que será enviado à Assembleia Municipal no dia 10 de Dezembro.

Temos um orçamento de cerca de 8 milhões de euros, sensivelmente mais 1 milhão que no ano anterior, e isso significa que finalmente estamos a iniciar a execução do quadro comunitário 2014/2020 que esteve parado durante dois anos.

Prevemos no início do próximo ano reiniciar a reabilitação urbana da vila, candidatura já aprovada, no valor de cerca de 600 mil euros, e que irá continuar no espaço público a intervenção já realizada na zona da Torre do relógio, desta vez, até ao centro da vila.

Na candidatura da reabilitação urbana está incluída numa segunda fase, a iniciar até final de 2017, a reabilitação da casa do arcebispo José de Moura, junto ao Adro da igreja, que será transformada num espaço público, onde existirá uma sala de exposição do património religioso e outra dedicada ao mestre José Rodrigues.

Já aprovamos em reunião de câmara a aquisição do Lagar D’El Rei, espaço já candidatado no Programa “Provere” que permitirá a recuperação do edifício que há muito necessita dessa intervenção.

Temos já aprovada a candidatura de requalificação do espaço junto ao centro de saúde, como base de acolhimento dos GIPs e melhoria do heliporto com licenciamento do mesmo.

Ainda este ano iremos submeter a candidatura para requalificação da escola EB2, cuja intervenção ascenderá a 1 milhão de euros.

Bragança: Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado encerraram jubileu

Bragança, 04 dez 2016 (Ecclesia) – As Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado celebraram o encerramento do seu Ano Jubilar que assinalou os 100 anos da primeira inspiração, 75 da decisão de fundação e 25 anos da passagem a Instituto de Direito Pontifício.

Numa nota de imprensa enviada à Agência ECCLESIA, o Secretariado das Comunicações Sociais da Diocese de Bragança-Miranda informa que a Eucaristia celebrativa foi presidida pelo bispo diocesano, D. José Cordeiro, este sábado em Macedo de Cavaleiros.

Na parte da tarde do programa destacou-se a sessão cultural sobre as várias vertentes do carisma da congregação religiosa com a particularidade de ter sido apresentada artisticamente por jovens dos internatos das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado.

Apresentação do livro “ Tenente General Alípio Tomé Pinto – O Capitão do Quadrado” contou com a presença do General Ramalho Eanes

A Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo recebeu no dia 26 de Novembro a apresentação do livro “ Tenente General Alípio Tomé Pinto – O Capitão do Quadrado”. 

A sessão contou com a participação do  Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, do biografado, General Alípio Tomé Pinto, do prefaciador, General António Ramalho Eanes, o editor, Professor Doutor Pedro A. C. Sousa e do amigo de longa data do biografado,  Dr. Eugénio Proença Fernandes. 

O General Ramalho Eanes reconheceu todo o mérito ao seu amigo Tomé Pinto referindo que “ foi um homem que ao longo da sua vida sempre defendeu valores, e defendeu valores que são caros à pátria. Bateu-se na Guerra em Angola e Guiné como ninguém, esteve na Madeira onde desempenhou um óptimo papel e no 25 de Novembro teve uma ação decisiva.”
Segundo o  General Alípio Tomé Pinto esta homenagem “ deixa-me mais que gratificado, é compensador, encontrar esta amizade e este calor humano, compensa todos os esforços feitos ao longo deste caminho.” 
 
Já para Nuno Gonçalves a apresentação desta obra “ significa desde logo homenagear um ilustre moncorvense que prestou o seu serviço sempre a pensar em Portugal. Segundo, pela feliz coincidência de que ontem se celebraram os 41 anos do 25 de Novembro, e a democracia portuguesa não seria o que é hoje se não fosse o 25 de Novembro.”
O livro “ Tenente General Alípio Tomé Pinto – O Capitão do Quadrado” é da autoria de Sarah Adamoupoulos e Alípio Tomé Pinto. 

Nesta obra é retratado o percurso de vida deste ilustre moncorvense, natural de Maçores, desde os tempos que passou em Trás-os-Montes, passando pelas três comissões de serviço em Angola e na Guiné e como um dos responsáveis militares pela organização da intervenção de reposição da legalidade democrática, ocorrida em Portugal em Novembro de 1975, entre outros episódios menos conhecidos da vida do General Alípio Tomé Pinto.
No átrio da Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo estava patente uma exposição sobre a vida e obra de Alípio Tomé Pinto.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 5 de Dezembro de 2016
Luciana Raimundo

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Algodres -2012

Linha do Sabor - 1977

Rio Sabor - Visto da Fragada dos Estevais

Fotografia de José Rodrigues

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Minas de Moncorvo : Mistério ou Incapacidade (1978)



Para descarregar completo em Pdf clique aqui

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Convite - Apresentação do livro "Guiné - Crónicas de Guerra e Amor"


Freixo de Espada à Cinta - A Tragédia mais horrorosa

Não está datado.

NORDESTE TRANSMONTANO - EFEMÉRIDES(02/12_Actualização)

02.12.1899 – Nota da Caderneta de Lembranças:
- o administrador Ramiro Guerra mandoume à recebedoria da câmara, ó thizoireiro que me deçe a folha para assinar e o dinheiro dos oito dias que já tinha de serviço.
02.12.1998 – Eis o Editorial do quinzenário Terra Quente reportando-se a esta data:
- O dia 2 de Dezembro de 1998 ficará marcando para todo o sempre a história cultural desta região. Na manhã deste dia, a UNESCO, reunida em Quioto, lá nos antípodas do planeta, declarou solenemente o Vale do Côa como Património da Humanidade, por ser “uma ilustração excepcional do desabrochar súbito do génio criador no dealbar do desenvolvimento cultural do homem” e porque “ a arte rupestre do paleolítico superior do Côa revela, de forma perfeitamente excepcional, a vida social, económica e cultural do primeiro antepassado da humanidade…
Foi o maior de todos os acontecimentos de natureza cultural até hoje registados na região. E isso, naturalmente, deveria merecer apoio inequívoco de toda a gente da cidade e do concelho, a adesão espontânea e festiva de todos os Fozcoenses e Alto-Durienses.
O acontecimento merecia ser celebrado com uma grande festa. Era uma distinção a nível mundial! E uma tal distinção, em princípio, deverá atrair gente de todo o mundo e significar maior desenvolvimento regional.
Interpretando este lógico pensar, o Chefe do governo de Portugal outra coisa não poderia fazer do que vir a Fozcôa celebrar com os Fozcoenses e Alto-Durienses tão importante acontecimento. Para mim, ele sempre se manifestou atento a celebrações de vitória, incluindo no campeonato nacional de futebol.
O que eu, porém, nunca julguei ser possível foi a existência de um tão grande divórcio entre o país político e o país real como em Fozcôa. Com efeito, a grande maioria da população pareceu-me completamente alheada do acontecimento e lamentando que a barragem tivesse ido por água abaixo. E isto para mim é tanto mais significativo quanto o Parque e o Procôa existem há três anos, tempo suficiente para conquistar a simpatia da gente da região.
Como é possível um tal divórcio, um paradoxo desta natureza? Será que os Fozcoenses são tão parvos que não vêm os extraordinários benefícios que lhe oferecem? Ou será que tudo não passa de uma campanha de promoção e aproveitamento político de um valor cultural para “inteligentes verem”, sem respeito pela gente da terra e expectativas criadas?
Acompanhei o processo desde o início e sempre me pareceu que ele se desenvolvia à maneira do PREC, do facto consumado, sem a serenidade necessária para uma avaliação correcta das várias hipóteses.
Agora que o PREC chegou ao fim, importará fazer uma pausa e provocar uma discussão alargada aos vários sectores. Não pode ficar entre os arqueólogos e os bem-pensantes citadinos que, naturalmente, pensarão nos investimentos em termos de preservação, estudo e fruição selectiva dos valores culturais. É que os Fozcoenses querem que os valores culturais sejam utilizados para o desenvolvimento regional. E isto significa que, sendo as gravuras do Côa um monumento científico de interesse mundial, ele só trará desenvolvimento à região na medida em que for utilizado como monumento turístico (e turismo de massas, também), coisa que os Foscoenses ainda não viram, embora o Parque contabilize em 20 000 os turistas que este ano visitaram as gravuras.
António Júlio Andrade
  
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

NORDESTE TRANSMONTANO - EFEMÉRIDES (01/12- Atualização)

Casa da inquisição
1 Dezembro 1618Manuel Rodrigues Isidro, um grande capitalista de Torre de Moncorvo regressava a casa, vindo de Madrid por Lisboa. Na passagem por Coimbra, foi preso pela Inquisição, acusado de se comportar como judeu. No entanto, depois de ler o seu processo, fica-se com a ideia de que na origem desta prisão estariam motivos políticos mais do que religiosos. Com efeito, uns meses antes, ele escrevera uma carta ao rei Filipe III (de Espanha, II de Portugal) denunciando várias tropelias cometidas pelos homens da nobreza e governança de Torre de Moncorvo, nomeadamente o desvio de dinheiros públicos resultantes da venda em hasta pública das roldanas, da madeira e das cordas utilizadas para se fazer a cobertura da igreja matriz, o que motivou a prisão de umas 9 ou 10 pessoas da maior nobreza da terra. Claro que estes não perdoaram ao denunciante e, mercê das influências que tinham em Lisboa e nas cúpulas da Inquisição, conseguiram que o Isidro fosse preso, sob pretexto de ter feito práticas judaicas. Aliás, desde há muitos anos que Manuel Isidro, a sua família e a generalidade dos cristãos-novos de Torre de Moncorvo sustentavam um forte luta política com os camaristas e a elite da nobreza dita cristã-velha da terra. Um episódio dessa luta acontecera em 17 de Maio de 1599, quando o meirinho Diogo Monteiro, o juiz Francisco da Rosa Pinto, o escrivão Bartolomeu de Castro, o padre e familiar da Inquisição Pascoal Camelo e outros mais “caíram sobre ele às estocadas e o matariam se não se refugiasse na sua casa” à rua dos Sapateiros. Saiu da refrega com alguns ferimentos e “metade da sua mão decepada”. Seguiu-se uma devassa feita pelo dr. António Cabral, da Relação do Porto, de que resultou a prisão de alguns e a fuga de outros para o couto de Miranda do Douro. O meirinho Diogo Monteiro e o padre Pascoal Camelo, por seu turno, fizeram um outro relatório, denunciando que ele blasfemara “jurando pelas tripas de Deus e dos santos” e que fizera práticas judaicas, do que havia testemunhas, as quais indicavam. Este relatório foi entregue ao vigário geral que o mandou para o arcebispo de Braga e este para a Inquisição. Para ali também escreveu Manuel Isidro a defender-se, tentando provar que tudo não passava de uma conjuração. Deste caso, nada resultou, como se vê do processo nº 5151 do tribunal da Inquisição de Coimbra. Isto em 1599.
Em 1618 foi diferente. Manuel Isidro ficou preso em Coimbra durante 5 longos anos ao fim dos quais o libertaram declarando-o inocente! Nessa altura terá desistido de lutar e meteu-se a caminho da Flandres onde se encontravam já alguns dos seus familiares, professando livremente a religião mosaica e reconstruindo o seu império comercial e financeiro. Ele (ou um sobrinho com o mesmo nome? – a dúvida persiste) terá sido um dos 20 fundadores do Banco de Hamburgo, o primeiro que existiu a nível mundial, segundo creio. 
01.12.1678 – Em reunião da câmara de Moncorvo os vereadores “mandaram que o alcaide desta vila traga preso perante o dr. Juiz de fora a Jerónimo Luís, carpinteiro do Felgar, para dar razão por que não acaba a obra do Recolhimento a que está obrigado”.
01.12.1826 – As tropas liberais que defendiam Bragança, comandadas pelo Conde do Bonfim, tiveram de render-se aos Miguelistas. Feitos prisioneiros, foram conduzidos a Espanha e de novo a Portugal, entrando por Miranda do Douro no dia 3 de Dezembro e chegando a Mogadouro no dia 6. Daqui, alguns voltaram a internar-se em Espanha, com o objectivo de regressar por Barca d´Alva e juntar-se às tropas liberais de Almeida e Fozcôa.
01.12.1859 – João Galas, de Ligares, então estudante universitário, à noite, depois de cear, desceu à loja dos animais, com o criado Vítor, a dar de comer à égua e mais cria que o pai ali tinha. Estando dentro sentiu um cão ladrar na rua e veio à porta da loja. Ali estava João António Junqueiro (o pai do poeta) que lhe deu uma facada com uma navalha de ponta e mola… Naturalmente que o processo seguiu no tribunal.01.12.1906 – Pelas 12.30 horas, chegou o Bragança o primeiro comboio. A propósito desta efeméride são de recordar os nomes de Abílio Augusto Madureira Beça (presidente da câmara de Bragança, governador civil do distrito e deputado) por ser o homem público que mais se bateu pela realização desta obra e o empreiteiro João da Cruz que foi o executor da empreitada que levou a sua firma à falência. Curiosamente o dr. Abílio Beça viria a falecer atropelado pelo mesmo comboio, em 1910.
01-12.1947 – Inauguração do telefone na aldeia de Carviçais.
António Júlio Andrade

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A Feira de Bragança ao longo dos tempos (1) Da Idade Média ao século XIX

A localização da feira no espaço urbano da cidade foi evoluindo ao longo de séculos, acompanhando o crescimento do aglomerado. Os locais de realização foram decididos por razões de segurança, de salubridade, de centralidade das novas praças face ao desenvolvimento urbano. A feira tinha um papel essencial no abastecimento público e nas relações económicas da região. A localização fronteiriça de Bragança representava em termos geopolíticos um ponto sensível, na defesa da fronteira e da integridade do território, em tempo de paz por ela se fazia o comércio transfronteiriço, se promoviam as relações sociais e culturais entre povos raianos.

O peso político, militar e económico das terras de Bragança, inicialmente através da família dos Bragançãos e posteriormente pela Casa de Bragança, oficialmente designada de Sereníssima Casa de Bragança, família nobre com elevada influência na Europa e no mundo, hão-de ter tido relevância na concessão de privilégios que lhe foram atribuídos, de feira franca, na redução de impostos, na comercialização de bens, na atribuição de condições especiais de despacho e verificação de mercadoria na Alfândega, com o objetivo de fortalecer o comércio com regiões vizinhas contíguas como Castela e Galiza, também com Aragão e Navarra. Durante séculos vendedores dessas regiões terão percorrido os caminhos que conduziam à feira de Bragança.


Chaves - Convite


Torre de Moncorvo - Programa de Natal


Iluminação e decoração de Natal em Torre de Moncorvo

A vila de Torre de Moncorvo está decorada a rigor para a época de natal, que agora se aproxima. No passado dia 26 de Novembro, o Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, e a Vereadora, Piedade Meneses, inauguraram a iluminação de Natal. A iluminação foi accionada por três crianças, as luzes acenderam e a magia do Natal espalhou-se pela vila.
Procedeu-se também à decoração da Praça Francisco Meireles, Largo do Castelo e Rua Constantino Rei dos Floristas. 

Este ano, os mais novos podem colocar as cartas que escrevem ao Pai-Natal, numa caixa criada para o efeito, que está situada na Praça Francisco Meireles, junto do Tribunal. Para isso, basta escrever a carta, colocar o nome e a morada e esperar pela resposta.
O Município de Torre de Moncorvo pretende assim incentivar as compras no comércio tradicional, ao mesmo tempo que tenta levar a magia do Natal a todos os
moncorvenses.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 28 de Novembro de 2016
Luciana Raimundo

Contrato “definitivo” para exploração mineira em Moncorvo assinado

O contrato "definitivo" que vai permitir a exploração mineira no concelho de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, foi hoje assinado no Ministério da Economia, revelou à Lusa o presidente da câmara de Torre de Moncorvo. 

De acordo com Nuno Gonçalves, o contrato vai permitir que num prazo de 18 meses seja iniciada a exploração das minas de Torre de
Moncorvo.

"Esta é uma boa notícia para o concelho de Torre de Moncorvo, para o distrito de Bragança e para o país. Como sempre disse, este é um desígnio nacional já que vai ajudar à empregabilidade no território onde há falta empregos", frisou. 
 

Torre de Moncorvo - Convite

Quando a magia de um conto nos acompanha desde a infância, passa de ser uma criação de um autor individual a uma pertença nossa. 

O Príncipe Feliz, artisticamente belo e puro, toca-nos, com toda a sua ternura humana, como uma criança a um adulto. 

Conta a estória de uma estátua deslumbrante, laminada a ouro, com olhos de safira, rubis na espada, erguida pela cidade, no ponto mais alto. O jovem príncipe tinha sido em vida muito feliz, alheio ao mundo exterior e à miséria que este continha. Da colina, (...).

Pois é, meus amigos, se quiserdes saber o final desta estória que nos acompanha desde a nossa infância, escrita pelo irlandês  Óscar Wilde, comparecei no dia 7 de Dezembro de 2016, no Cine-teatro de Torre de Moncorvo, pelas 21:30h e vinde assistir à peça com o mesmo nome, “O PRÍNCIPE FELIZ”,  e adaptada pelo grupo Alma de Ferro, de Torre de Moncorvo .
Carlos Ricardo (Camané)

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Algures a Nordeste - Outono II


Freixo de Espada à Cinta - Avenida Guerra Junqueiro; Carrascal

Fotografia cedida pelo Dr. Jorge Duarte, Diretor do Museu da Seda e do Território (data desconhecida)

CARETOS,VELHOS e CHOCALHEIROS -1991


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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA, por Abade de Baçal- TOMO III



http://altm-academiadeletrasdetrasosmontes.blogspot.pt/2014/02/memorias-arqueologico-historicas-do_27.html

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Algures a Nordeste

Fotografia de José Rodrigues

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terça-feira, 29 de novembro de 2016

ESTEVAIS - Velhos são os trapos

Foto Lb

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A Alheira Transmontana

                       
                               Familia Soeiro - Fabrico de Alheiras from Leonel Brito on Vimeo.

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Nordeste Transmontano - EFEMÉRIDES (29/11-Atualização)

As novas barcas (2011)
29.11.1777 – Tendo-se levantado, dois anos atrás, um grande diferendo entre a câmara de Moncorvo e o governo da rainha D. Maria I, sobre a posse da barca do Pocinho, novos desenvolvimentos teve desta data com a assinatura de uma ordem emanada de Lisboa, assinada pela rainha, dirigida ao corregedor de Lamego para que fizesse queimar a barca que a câmara de Moncorvo tem no lugar da Bouça e ficasse a funcionar a barca do pocinho, arrendada por alvará do governo a um particular e por este construída. Mais ordena que o prejuízo que o mesmo tivera pela concorrência ilícita da barca da câmara fosse pago pelos vereadores e procurador da câmara de Moncorvo, do seu bolso. Nesta ordem os membros da câmara eram tratados como “régulos (…) com insolentes procedimentos”.

29.11.1832 – Decreto concedendo a medalha da Ordem da Torre e Espada ao sargento Manuel António de Morais, de Torre de Moncorvo, por feitos heróicos na batalha de 29.9.1832 contra os Miguelistas.
António Júlio Andrade

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Convite - Cordeiros Galeria




A Cordeiros Galeria tem o prazer de anunciar a sua participação na edição de 2016 da Art Miami.

Se estiver por aqui, visite-nos no Stand B500.