quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Torre de Moncorvo - Igreja Matriz (horários)

Visitas - Horário

Terça a Domingo:
09.30h-12h
14.00h-17.30h
Encerrado à Segunda-Feira, Terça de manhã e nos feriados de 1 de Janeiro, Sexta-Feira Santa, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro.
Tratando-se de templo que se encontra ao culto, dispõe de vários ofícios religiosos a cargo da paróquia.


Direcção Regional
Directório Cultural do Norte
Informação fundamental

A Igreja de Nossa Senhora da Assunção, matriz de Torre de Moncorvo, está classificada como Monumento Nacional desde 1910 (decreto de 16.10.1910), é propriedade do Estado, afecta à Direcção Regional de Cultura do Norte. Tem também afectação permanente ao culto, regime resultante da Concordata entre a Santa Sé e a República Portuguesa em 2004.
Tudo indica que a presente igreja se ergueu no local da desaparecida igreja de Santa Maria (mencionada em documentos medievais), na zona extra-muros da vila de Torre de Moncorvo, sendo possível que as obras se tenham iniciado na primeira década do século XVI. Diz a tradição que demorou um século a ser concluída, estando ainda em obras nos inícios do século XVII, conforme regista o Pe. Manuel Severim de Faria, numa passagem por Torre de Moncorvo em 25.11.1609: “a igreja he de obra nova, trabalha-se de presente nella, e acabada será obra insigne”. A dimensão desta igreja pode explicar-se pelo facto de Torre de Moncorvo ser uma importante sede de comarca (a maior do reino), e pela intenção dos poderes locais de sediarem aqui uma das novas dioceses em perspectiva nessa altura, escolha que viria a recair sobre Miranda do Douro, em 1545. Assim, a prioridade dada à construção da Sé de Miranda pode ter atrasado as obras da igreja de Moncorvo, onde acabaria por ficar apenas sediado um Vicariato geral, na dependência da arquidiocese de Braga (a integração na diocese de Bragança-Miranda só se verificou em 30.09.1881, com a extinção do referido vicariato)

O edifício, construído em cantaria granítica, tem um corpo rectangular, com uma capela-mor também rectangular, ladeada por dois absidíolos de planta semi-circular. As paredes exteriores são ritmadas por pesados contrafortes. Na fachada principal avulta uma torre, em cuja base se abre o pórtico principal, integrado numa estrutura retabular de gosto renascentista, composta por colunas e nichos, escalonada em três registos sobrepostos, rematada no topo por um pequeno frontão triangular que encima um vão envidraçado. As colunas são caneladas, de ordem coríntia.No corpo mais destacado da torre, abrem-se duas portas com varandim, e no topo, a sineira, com três vãos na face principal, dois maiores e um menor, localizando-se sobre este um relógio. Coroa a torre uma balaustrada, com cubos rematados por bolas. No século XVII-inícios de XVIII a torre foi coberta por uma cúpula de madeira e chumbo, que, tendo-se degradado, acabaria substituída por um telhado de quatro águas. O beirado do telhado escoa para uma cornija de onde sobressaem gárgulas figurativas (antropomórficas ou animalescas, algumas ainda de características góticas).
Não se conhece(m) o(s) autor(es) dos planos gerais deste templo, nem o autor da traça do pórtico principal. Sabe-se apenas que por volta de 1559 o mestre pedreiro João Martins acompanhava a obra. No entanto, o pórtico principal possui algumas afinidades com outras obras do Norte de Portugal, nomeadamente das igrejas de S. Domingos de Viana e S. Gonçalo de Amarante, que chegaram a ser atribuídas a frei Julião Romero. Outros autores, mais recentemente, têm considerado que o traçado dessas obras se devem a uma família de mestres-de-obras do noroeste português, os Lopes, de que se destaca Mateus Lopes, cuja autoria se poderia extrapolar (com as devidas reservas) para o caso de Torre de Moncorvo.
Além da entrada principal, existem dois pórticos laterais, inseridos em estruturas retabulares também ao gosto renascentista. O portal do lado Sul, encimado por um nicho com a imagem de Nossa Senhora do Coberto, possui um alpendre, construído nos inícios do século XVII. No ângulo Noroeste, do lado da epístola, destaca-se o corpo da sacristia. Porque a igreja se insere numa vertente, houve necessidade de se nivelar o adro com um aterro, sobretudo do lado Norte, sendo todo o espaço lajeado e delimitado por um muro, rematado por pináculos.
A espacialidade interior do templo insere-se na tipologia das chamadas igrejas-salão, características desta época, com três naves à mesma altura cobertas por uma abóbada nervada, sustentada por duas linhas de espessas colunas toscanas, sendo quatro de cada lado, e colunas embebidas nas extremidades dos tramos.
Na capela-mor pode-se admirar um grande retábulo de talha dourada barroca, executado entre 1752 e 1754, e de autoria do mestre bracarense Jacinto da Silva. De certo modo inspirados nesta obra encontram-se outros quatro retábulos localizados no corpo da igreja, os quais são, do lado da epístola (Norte) o das Almas e o de Nossa Senhora da Assunção (a padroeira), e do lado do Evangelho, os de Santo Cristo (antigo retábulo de S. Pedro e S. Paulo) e Sagrada Família (outrora de N. Senhora do Rosário). Nas capelas insertas nos absidíolos, encontram-se os altares do Santíssimo Sacramento (do lado do Evangelho) e das Chagas (lado da Epístola). O primeiro comporta o retábulo mais antigo da igreja, ainda do primeiro quartel do século XVII, representando cenas da Vida de Cristo, os Quatro Evangelistas e os Quatro Doutores da Igreja. É resguardado por um forte gradeamento de ferro forjado, datado de 1631. Por sua vez altar das Chagas parece reaproveitar elementos de talha dourada rococó, talvez provenientes do desaparecido convento de S. Francisco. Na Sacristia encontra-se outra preciosa obra de talha, ainda seiscentista, de tipologia maneirista. Sabe-se que pertenceu à confraria de Santo António e que esteve no corpo da igreja, sendo transferido para o local onde se encontra por volta de 1756.
Na capela do Santíssimo Sacramento há a destacar um tríptico flamengo (das oficinas de Antuérpia) datado dos inícios do século XVI, representando o Casamento de Santa Ana e a Sagrada Parentela. Com uma decoração ainda tardo-gótica, este tríptico apresenta uma série de figuras esculpidas em alto-relevo, policromas, de muito bom talhe, denotando a qualidade das oficinas do Norte da Europa. Desconhece-se quando foi incorporado no acervo desta igreja, sabendo-se apenas que nela se encontrava nos inícios do século XX, segundo uma referência de Manuel Monteiro, escritor erudito e historiador de arte.
Na coro alto localizado num piso intermédio da torre, existe um imponente órgão de tubos, datado de 1778, ao momento desactivado e aguardando reparação.
Fonte:
http://www.culturanorte.pt/pagina,59,120.aspx

9 comentários:

  1. Claudia Lapa disse: A mais linda igreja de Portugal ))

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  2. Isabel Mariano disse: é linda mesmo....

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  3. Wanda Alonso Wenceslau disse: Muito linda!

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  4. Linda,imponente,mas a ficar muito degradada (por dentro e por fora).É chocante ver o estado em que se encontra,sabendo-se do desleixo,da indiferença dos responsáveis.E não há punição severa para esta gente !!!

    Uma moncorvense

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  5. Sexta-Feira Santa, Domingo de Páscoa, e 25 de Dezembro,fechar a igreja nesses dias não lembra ao diabo!

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  6. Também não entendo a razão por que fecham a Igreja nesses dias.Terá havido engano?Ou será que reservaram esses feriados para limpeza da porcaria acumulada durante anos no interior?..

    Uma moncorvense

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  7. Então moncorvo esta assim? Então já nao há aquela missa diária as oito e meia da noite? Essa igreja tinha que estar aberta todos os dias, e claro esta que teria que ter um zelador..quanto a limpeza a santa igreja e muito rica, que abra os cordões a bolsa e dignifique os espaços. Nao e só enformar euros..e o sr. Padre se nao gosta da profissão, que mude ou peça a demissão. Onde chegou a pouca vergonha.. Belos os tempos do sr. Julio onde andava tudo direitinho.. Moncorvenses unam de e lutem pela conservação e dignidade dessa jóia que é a igreja de torre de moncorvo.. Amo te moncorvo tal e qual como és.

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  8. Prezado autor do blog.
    Chamo-me Thiago Gouveia, e fui o autor do primeiro comentário.
    Peço-lhe por favor que retire este meu comentário nefasto e infeliz, pois estive errado com estas palavras que afirmei. Ataquei a Igreja Católica Romana. Confesso que eu estava errado. Devo dizer apenas que existe apenas UMA igreja que Jesus Cristo deixou, e esta é a Católica Romana, onde tem Pedro na pessoa do Papa.
    Amigo autor do blog, mais uma vez peço-lhe que retire este meu comentário, como os outros demais com o meu nome, Thiago Gouveia.
    Desejo-lhe um bom ano e muitas felicidades.
    Muito obrigado.

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    1. Prezado Thiago, Mora voce em Torre de Moncorvo? Acho que eu conosso voce

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