terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Património Imaterial do Douro vol. III e Meia dúzia de contos Tão alegres como tontos, de Alexandre Parafita

Património Imaterial do Douro vol. III
 
Da introdução: “Uma nova definição de património cultural emergiu, entretanto, desde que as ciências sociais, nos seus enfoques antropológicos, passaram a concentrar a atenção mais nos processos do que nos objetos. Ganhou assim dimensão uma nova entidade composta por expressões que se manifestam de forma diversa e complexa através dos usos, costumes, crenças e vivências éticas e estéticas do povo, a que chamamos Património Cultural Imaterial 2. E ao ampliar-se, desse jeito, a noção de património cultural, permitiu reconhecer-se que nela se contemplam tanto os aspetos materiais como imateriais das culturas, ao mesmo tempo que se reforça o seu valor como fonte de identidade, diversidade e criatividade dos povos.”

Sinopse: “Num tempo de globalização, de consequências paradoxalmente homogeneizadoras e desintegradoras das identidades, a cultura da memória (dos lugares, dos rituais, do imaginário), assume, cada vez mais, um papel importante na compreensão do tempo e do espaço, num processo de construção e afirmação de uma identidade coletiva, inequivocamente aceite como estrutura de ancoragem para cada indivíduo. Da espiritualidade da paisagem, à emergência de uma interpretação mítica dos fenómenos naturais e culturais, a região do Douro é, toda ela, um imenso filão ativo de Património Cultural Imaterial.
Este 3º Volume é dedicado às Narrações Orais dos concelhos de Sabrosa e Vila Real. Dois concelhos onde a magia das pedras e dos socalcos ainda harmoniza com os rostos e as vozes de um povo que resiste com os seus valores, as suas crenças, a sua cultura.”

Meia dúzia de contos Tão alegres como tontos


       Sinopse: “São histórias brincalhonas, com origem, na cultura do povo rural. Ao longo de muitos anos, estiveram guardadas no baú das memórias dos antigos narradores. Noutros tempos encantaram gerações de meninos, que as ouviam ao serão, na voz dos seus avós quando não havia televisão, nem computadores.
E são agora recontadas e recriadas com muita graça e humor, bem ao jeito das crianças de hoje. Brincalhonas sim, mas muito didáticas também, com mensagens valiosas que perduram nos tempos.”

Autor: Alexandre Parafita é natural de Sabrosa. Doutor em Cultura Portuguesa e mestre em Ciências da Comunicação, é docente do ensino superior, escritor, jornalista e investigador nas áreas da mitologia e do património cultural imaterial. Integra a equipa de investigação incumbida de realizar o Arquivo e Catálogo do Corpus Lendário Português e é autor de várias dezenas de obras, em domínios multidisciplinares, desde os estudos do património cultural, antropologia e etnografia, à ficção, poesia e literatura infanto-juvenil. Muitos dos seus livros integram o Plano Nacional de Leitura.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.