sexta-feira, 23 de junho de 2017

A DANÇA DOS SORRISOS, por Luís Borges e Amadeu Ferreira

[Baile no largo da aldeia. Montalegre. 2010.]


impossível adivinhar qual dos sorrisos dança ao toque da concertina ou do clarinete, pois
talvez o segredo esteja no imperturbável espanto do cajado: quando o rosto já não consegue
e a mente vai por outras curvas de nível, dá jeito ter um sorriso sempre à mão para abraçar,
capaz de nos levar a esse terreiro onde nunca por nós próprios deixamos de esperar, apesar da
frieza da pedra a que o tempo nos vai encostando ou do luto com que nos vamos vestindo.

Luís Borges (foto) e Amadeu Ferreira (texto)

ESTADO NOVO - FOTO DE FAMÍLIA


Montalegre - Salto

A freguesia de Salto é, quer em área, quer em população, a maior freguesia do concelho. Como espaço habitado e evangelizado, Salto é já referido no Paroquial Suévico como uma das trinta paróquias já existentes, no último terço do século VI e pertencentes à catedral de Braga. Ao longo da sua vida teve muitos momentos de glória, daí a riquíssima história desta freguesia. Enquanto os cruzados do norte da Europa atravessavam o Atlântico e o Mediterrâneo, para combater nos lugares santos, o povo portugalense trepava descalço os caminhos das suas peregrinações que atravessavam a freguesia. De tal modo que D. Afonso Henriques autorizou e apoiou a construção da Albergaria de São Bento das Gavieiras, ao monge Benedito, em 1136. Alguns nobres olharam com cobiça para esse território onde adquiriram casais ou mesmo povoações como Carvalho, Póvoa e Revoreda que eram do fidalgo-trovador D. João Soares Coelho e de suas irmãs. D. Pedro I, o tal que arrancou o coração pelo peito a Pero Coelho (bisneto do referido João Soares Coelho) e pelas costas a Álvaro Gonçalves por terem morto Inês de Castro, também cobiçou Salto. Por isso, depois de uma visita a Santa Senhorinha de Basto, de quem era devoto, cedeu-lhe fartos rendimentos da Igreja de Santa Maria de Salto.

O território da freguesia actual 78,6 km2 era ocupado também pela freguesia de Novaíças que incluía vários casais e herdades em diferentes povoações entre- tanto desaparecidas: Pontido, Curros de Mouro, Ulveira, Gulpilheiras, etc. Os grandes mosteiros do norte Refojos, Pombeiro e Bouro – todos levantavam daí grossas rendas. A história desta freguesia dava matéria para dez livros como este. Aqui poderá visitar a antiga casa do Capitão, agora pólo do Ecomuseu de Barroso, onde encontrará uma apresentação dos ofícios tradicionais, do Pisão de Tabuadela e das Minas do Volframio da Borralha.
Fonte: http://www.cm-montalegre.pt/showFreg.php?Id=26

Vale da Vilariça: Produtos de qualidade


Campos Monteiro gravado na pedra


Falando sobre a morte de Trindade Coelho

Por: António Pimenta de Castro[1]
                                                                           
            Muito se tem falado e escrito, e muito há ainda para falar, sobre a obra e a vida do distinto escritor de Mogadouro, mas muito pouco se tem falado da sua morte e ainda menos onde aconteceu e como ocorreu, nesse trágico dia 9 de Agosto de 1908. Justamente, venho falar-vos desse assunto, que interessa a todos os Mogadourenses e homens de cultura. È um assunto melindroso, por vezes até tabu, mas que interessa esclarecer: como é que um talentoso escritor, prestigiado e famoso, bom chefe de família, família que ele amava profundamente, competente magistrado e intelectual respeitado, na flor da idade (tinha apenas 47 anos), comete um acto de desespero tão medonho? Isto estranhou muita gente do seu tempo, como por exemplo Alberto d’Oliveira[2] que, comentando os suicídios de Antero de Quental, Camilo Castelo Branco e Trindade Coelho, escreveu, a respeito deste o seguinte: “O suicídio de Trindade Coelho, a mim que estava longe e recebi de chofre a triste notícia, a um tempo ensombrou o meu coração de velho amigo e deixou o meu espírito atónito como perante um enigma. Todas as mortes eu poderia imaginar ao autor de Os Meus Amores, menos aquela. Trindade era um homem são de corpo e alma, alegre e feliz de viver, que opunha a qualquer sofrimento uma têmpera rija e uma reacção pronta. (…) Soube depois também, mas nunca o pude saber com suficiente nitidez e precisão, que as suas alvoroçadas esperanças sofreram duro choque e desencanto e que, pela primeira vez, a alma se lhe alagou de amargura e dor. A sua saúde moral, erecta e inacessível como as serras do seu Mogadoiro, desmoronou-se. Naquele espírito tranquilo entrou a agitação, a dúvida, a cólera. Aqueles olhos, facilmente humedecidos de melancolia lírica, choravam agora de pura aflição. E tal foi a tempestade do seu resistente coração que nela se gerou o raio – o tiro inesperado, ilógico, impulsivo – que o matou. (…) Mas Trindade Coelho, nascido para a felicidade normal, para a alegria contagiosa, para a acção enérgica e fecunda, esse morreu, ainda mais tristemente, às mãos de Portugal, às nossas mãos, às mãos da nossa desordem, da nossa injustiça, da nossa secular inveja e da nossa desesperadora esterilidade cívica.[3]”      
 É isso que vamos tentar explicar aos amigos leitores.

O fim, por Tiago Patrício

Fotografia:Lb
Percorro toda a infância com a memória de um ritual de bestas e homens rudes, de vozes graves, de velhas de xaile preto à porta de casas de pedra lascada, de cães de lo crespo e gatos pretos escondidos no buraco das portas de madeira. Subo por essa rua enlameada com umas botas de borracha vermelhas três meros acima, que destoam na paisagem cinzenta em que sonho o princípio da terra. Sinto as pernas presas no lodo das chuvas de Outubro, como agora as mãos amarradas ao curso livre da história, fico instantes que são gerações no meu tempo pesado e na minha carne vestida de negro a escutar as carroças na calçada, com uma música que ecoa na distância de um embalo.
Aguardo pelo Inverno, quando o sol aquece todos os dias e a luz carameliza nas rugas a memória das coisas que se esqueceram entre os concílios do arrasto e da citica.

Trás-os-Montes mantém um espaço inacessível dentro das casas e dos habitantes e uma reprodução desse tempo agreste traz a marca trágica de uma quebra na relação com a natureza, como um cântico final ao desaparecimento do ser humano.
Tiago Patrício

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Douro Superior - Nova toponímia

A seta que aponta para a direita anuncia um beco, e a da esquerda, uma rua sem saída. Em que ficamos?

Torre de Moncorvo - A Tasquinha















A Tasquinha, de Maria Emília Lebreiro, mais conhecida por Dona Mila, abriu no passado dia 12 de Julho, em Torre de Moncorvo.
À frente do espaço encontra-se o seu filho, Jorge Bárbara, que estava desempregado.
Situado no Largo General Claudino, junto à Igreja, o estabelecimento conta com os mais variados petiscos, superiormente confeccionados por Dona Mila.
Publicado a 14/07/14
NB


Moncorvo - Terra de vinhos

Torre de Moncorvo -Terra de Vinhos from LB Produções on Vimeo.

Moncorvo ,Terra de vinhos - CISTUS II

CISTUS no semanário Expresso .

A Qualidade que vem das Fragas.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

MONCORVO - Dia de feira (1974)


Torre de Moncorvo : Do Reboredo à Vilariça

Fotografia de Leonel Brito

O Santuário do Imaculado Coração de Maria dos Cerejais

Cerejais, 18 jun 2017 (Ecclesia) – O Santuário do Imaculado Coração de Maria dos Cerejais, em Alfândega da Fé, Diocese de Bragança-Miranda, foi hoje elevado a Santuário Diocesano, por decisão do bispo local.
O decreto foi lido hoje no final do I Congresso Mariano Diocesano, precisamente neste santuário.
D. José Cordeiro proclama assim “o conjunto dos lugares sagrados da Mensagem de Fátima em Cerejais, Santuário Diocesano do Imaculado Coração de Maria”.
As celebrações deste domingo começaram com uma oração pelas vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, cujas vítimas foram depois lembradas na Eucaristia, no Santuário do Imaculado Coração de Maria dos Cerejais.
A história deste santuário começou em 1961 com a construção de uma capela dedicada ao Imaculado Coração de Maria e em ligação às aparições de Nossa Senhora em Fátima.

Luís Ricardo apresenta : O Líder Charlatão

Luís Ricardo, residente nas Caldas da Rainha, faz o pré-lançamento do seu novo livro “O Líder Charlatão”, na Feira do Livro, em Lisboa, no dia 10 de junho, pelas 15h.
Capa do novo livro
Com edição da Chiado Editora, este livro “procura identifica os que se julgam com capacidades especiais de liderança, os que se julgam iluminados, os que se julgam imprescindíveis para orientar as nossas perdidas vidas, os que gostam de ter poder sobre os outros, os que afirma que sem eles o grupo não conseguirá ter sucesso, em suma, os que nos dizes: entrega-me a tua vida e continua idiota”
“A biologia, a antropologia, a sociologia e a filosofia racional são os suportes desta obra, que nos aponta algumas das razões do ser humano gostar tanto de posições que lhe conferem poder”, adianta a descrição do livro.
Nascido em 1961 em Torre de Moncorvo, mora há oito anos e meio nas Caldas da Rainha. É doutorado em Liderança Educacional (UAb - Lisboa), mestre em Administração Escolar (UPortucalense - Porto), licenciado em Administração Escolar (ESEL - Leiria) e licenciado em Engenharia Eletrotécnica (ISEC - Coimbra).
Tem experiência como professor (ensino secundário e ensino superior) e como responsável técnico/comercial em organizações empresariais.
Publicou vários artigos relacionados com a temática da liderança e é o autor dos livros “O Líder e a Liderança” (2014) e “O Fim do Líder” (2016).
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terça-feira, 20 de junho de 2017

LINHA DO SABOR - DUAS IGREJAS, A ÚLTIMA ESTAÇÃO



Chegada do primeiro comboio a Duas Igrejas,última estação da Linha do Sabor (22/06/1938).
Na fotografia:Frederico Soares Ferraz,maquinista;inspector Alcino Alves;António Manuel Ferraz, fogueiro.

NORDESTE TRANSMONTANO - PAISAGEM

Quinta da Laranjeira.Foto enviada por Armando P. Silva.

Amendoeiras em flor, por Júlia Biló


  "Quando a memória se torna peça de museu"
Época das amendoeiras em flor .  Após o esplendor  por vales e ladeiras,  após  os  “Oh!  Ah!”   dos turistas  maravilhados,  o vento agreste da Semana Santa começa o seu trabalho.  As pétalas brancas e leves voam em revoadas…  Em breve,  entre as pequenas folhas verdes brotam os amendrucos.
Eram os raparigos os primeiros a descobri-los e a comê-los.  As mães ralhavam:  “Não comas isso, seu diabo,  que ficas com dor de barriga” .  Qual dor de barriga?  Eram deliciosos :  tenros e frescos !
Mas os amendrucos  endureciam.  Levavam  largos meses a  endurecer:  passavam as cerejas, os pêssegos,  as  laranjas, os figos lampos,  chegavam as malápias e as uvas e os figos vindimos e só então as amêndoas começavam a abrir a primeira casca.  
Depois da apanha e da partição, começava em Moncorvo  um novo ciclo da amêndoa em que eram  figuras principais as “ cobrideiras de amêndoa” .  Para além das suas mãos ágeis,  as suas ferramentas de trabalho eram –  e continuam a ser  - muito simples, até rudimentares:  o enorme “caco” de barro,  quase cheio de cinza com uma cobertura de brasas,  uma grande bacia de  cobre , linda, brilhante,  oito dedais e um banquinho de pau.
Um pequeno monte de amêndoa pelada e torrada está agora no meio da bacia colocada sobre o caco;  ao lado direito,  o recipiente com  o açúcar em ponto de pérola, nem um pouquinho mais, nem um pouquinho menos, ou a cobertura de açúcar não terá a brancura da neve. A cobrideira  senta-se no seu banquito, benze-se e coloca os dedais.  Aos pouquinhos, vai regando a amêndoa com a calda de açúcar e move-a na bacia de cima para baixo , de baixo para cima, em movimentos regulares e ritmados, até os biquinhos aflorarem ou até que a cobrideira  ache  que está  “na conta”.
Era isto que fazia a minha mãe,  grande cobrideira de amêndoa.  Ah,  e ia cantando um fado do velho Marceneiro:  “Ausência tem uma filha / que se chama saudade…”
É com imensa saudade que olho para a velha bacia de cobre, brilhante, lindíssima, que guardo em minha casa, em lugar de destaque.

 Viana do Castelo,  4 de Março, 2012
Júlia Biló
Publicado a 04/03/2012

domingo, 18 de junho de 2017

Mirtilos - Aviso à navegação

Boa tarde,
Gostava de saber se estão interessados em comprar mirtilos para compotas?
A exploração fica no concelho de Torre de Moncorvo, os mirtilos são os que estão picados do granizo e pequenos.
Preço por kg 2.5€.


Muito obrigado.
Cumprimentos,
Nuno Almeida 

A Confraria da Amêndoa por terras do Sul


Primeira foto:  Elvas
Segunda foto:Taberna do Adro em Vila Fernando com a TVI
Terceira foto : "fardados" com a gerente  da taberna

III Encontro de História e Cultura Judaicas

NOTA DE IMPRENSA
III Encontro de História e Cultura Judaicas

Nos dias 23 e 24 de Junho a Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo recebe o III Encontro de História e Culturas Judaicas.
Um dos pontos altos será uma homenagem ao professor Adriano Vasco Rodrigues. Destaque no decorrer do programa para a apresentação dos livros “Pelourinho de Torre de Moncorvo – Projecto de reconstituição – Memória Descritiva e Justificativa” e “História e Cultura Judaicas – Homenagem ao Professor Adriano Vasco Rodrigues”.
Além de um espaço de debate e partilha de conhecimentos sobre esta temática, este encontro pretende dar a conhecer e valorizar o vasto espólio judaico existente no concelho.

Nota biográfica de Adriano Vasco Rodrigues

Adriano Vasco da Fonseca Rodrigues nasceu na Guarda a 4 de Maio de 1928 e é um arqueólogo e etnógrafo português que repartiu a sua carreira pela docência e investigação. Em 1956, licenciou-se em Ciências Históricas e Filosóficas na Universidade de Coimbra, fez o curso de Ciências Pedagógicas e fez cursos complementares de Língua e Cultura Espanhola na Universidade de Santiago de Compostela, onde mais tarde se especializa em História da Arte. Exerceu a docência nos três ramos do ensino: primário, secundário e superior. Adriano Vasco Rodrigues foi também Inspector Provincial Adjunto do Ensino em Angola, entre 1965 e 1969. Em 1980, foi deputado à Assembleia da República, nesse ano e no ano seguinte foi ainda nomeado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Conselheiro do Conselho das Comunidades Portuguesas. Foi director da Schola Europaea, na Bélgica, entre 1988 e 1996.
Muitas são as ações nas quais participou sobre a Presença Judaica em Portugal, entre elas foi fundador (sócio n.° 1), da Associação da Amizade e Relações Culturais Portugal-Israel (1979). Foi Presidente da Direção e é Presidente Honorário. Com sua Esposa está ligado ao nascimento do Museu Judaico de Belmonte e ao futuro Centro de Estudos Judaicos de Torre de Moncorvo, que terá como nome Centro de Estudos Judaicos Maria da Assunção Carqueja e Adriano Vasco Rodrigues.
Tem publicado diversas obras na área da história e arqueologia, onde se destacam também vários livros ligados ao judaísmo.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 14 de Junho de 2017
Luciana Raimundo

Miranda do Douro acolhe primeiro festival ibérico dedicado à observação de aves

O ObservArribas - 1.º Festival Ibérico de Natureza das Arribas do Douro leva ao território meia centena de actividades ligadas ao turismo de natureza e cultural. Entre 23 e 25 de Junho.
"Trata-se do primeiro festival ibérico dedicado à temática da observação de aves e conservação da natureza, numa região onde se juntam dois parques naturais ibéricos de grande valor ambiental cultural ", afirma Joaquim Teodósio, coordenador do projecto, em declarações à agência Lusa.
A organização do certame resulta de uma parceria entre o município de Miranda do Douro, no distrito de Bragança, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e o projecto transfronteiriço "Life Rupis", que se dedica à conservação do britango e da águia perdigueira.
"Este tipo de festival de observação de aves tem acontecido em zonas do litoral, sendo esta a primeira vez que se faz algo do género em zonas de fronteira", indicou.
As iniciativas vão decorrer ao longo de todo o Parque Natural do Douro Internacional, que é considerado pelos especialistas como um "verdadeiro santuário" para a nidificação de aves rupícolas.

Festa da Cereja de Alfândega da Fé promoveu vários produtos do concelho

Foram muitos os visitantes que passaram por Alfândega da Fé durante três dias. O certame ganhou este ano uma cara nova, com a instalação numa tenda mais ampla que agradou a expositores e quem por lá passou.
Sendo a cereja o ex-libris de Alfândega da Fé e a rainha do certame mais conhecido do concelho, a qualidade do fruto e a produção deste ano foram o tema de conversa no concelho.

http://www.jornalnordeste.com/noticia/festa-da-cereja-de-alfandega-da-fe-promove-varios-produtos-do-concelho

Município de Torre de Moncorvo assinalou Dia Mundial da Criança

NOTA DE IMPRENSA
Município de Torre de Moncorvo assinalou Dia Mundial da Criança


A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo comemorou o Dia Mundial da Criança, no passado dia 1 de Junho, com a exibição do filme de animação “ A Bela e o Monstro”.
A atividade contou com duas sessões de cinema, uma durante a manhã destinada aos alunos dos jardins-de-infância do concelho e Centro Social e Paroquial de Torre de Moncorvo e, uma outra ao início da tarde, para os alunos do 1º ciclo do concelho.
No final de cada sessão, o Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, entregou uma pequena lembrança às crianças presentes.
O Município de Torre de Moncorvo ofereceu ainda o lanche a todos os alunos.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 9 de Junho de 2017
Luciana Raimundo

Bragança participa em obra de artista israelita

Copos de vidro, pás de padeira ou uma cama são alguns dos objetos doados para construir parte da exposição "Disruptive order" (Ordem interrompida, na tradução do inglês) sobre memórias percecionadas pela artista israelita, filha de sobreviventes do Holocausto.
O trabalho pode ser visitado no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em simultâneo com a exposição "A Coragem e o Medo", sobre outra tragédia humana, a dos refugiados, da autoria de Graça Morais.
Abriram também ao público mais duas exposições, no Centro de Fotografia Georges Dussaud, que, até 31 de dezembro, vão mostrar Trás-os-Montes captado pela objetiva do fotógrafo francês, e a segundo do fotógrafo português Orlando Ribeiro centrada na arquitetura tradicional transmontana.
As quatro novas exposições estão integradas no evento internacional "Encontros de Culturas Judaico-Sefardita Terra (s) de Sefarad", como disse à Lusa Jorge da Costa, diretor do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais e comissário de três exposições.
O evento "Terra (s) de Sefarad" decorre entre 15 e 18 de junho, em Bragança, e integra um congresso, exposições, concertos, cinema e outras atividades, além da presença de vários nomes de referência, nomeadamente Yasmin Levy, "a mais conhecida e celebrada voz da música sefardita contemporânea".
A artista israelita Dvora Morag está em Bragança há vários dias a preparar a exposição "Ordem interrompida" com elementos simbólicos sobre a perseguição Nazi aos judeus, durante a Segunda Guerra Mundial.
É uma exposição "acerca da Humanidade", como vincou à Lusa a artista israelita, de 60 anos, que lê Fernando Pessoa e vai usar, numa instalação, frases do poeta português.
Dvora Morag questiona e desafia o público nesta instalação em que a serapilheira, símbolo de luto, pobreza, cor do deserto e usada para transporte de alimentos, cobre todos elementos, e que termina com a celebração da vida numa cascata de copos de vidro intitulada "cheers", a expressão em inglês usada para brindar.
A tragédia humana dos migrantes e refugiados da atualidade aliada às referências da identidade transmontana, que caracterizam a artista, está retratada no desenho e pintura do mais recente trabalho de Graça Morais, a exposição "A Coragem e o Medo", que ocupará a sala dedicada à pintora transmontana no Centro de Arte Contemporânea.
"Entre o protesto e a repulsa, o terror e a piedade, Graça Morais materializa em cada obra a dimensão de um ciclo dominado pelo medo, a perversão, a violência física e ideológica ou a crueldade que parecem ter-se instalado nas engrenagens que movem o mundo", como descreveu Jorge da Costa, comissário da exposição.
Jorge da Costa é também o responsável pela exposição que mostra novas fotografias de Georges Dussaud, que nos últimos 37 anos tem "captado o quotidiano de Trás-os-Montes, desde o comércio, rituais os ofícios, trabalhos agrícolas e pastoreio à paisagem, mas sobretudo, as gentes da região.
A exposição resulta de um novo trabalho fotográfico realizado entre abril de 2016 e fevereiro de 2017, a convite do município de Bragança, com "uma narrativa sobre a contemporaneidade desta região".
Trás-os-Montes é também o tema de outra exposição resultado de uma seleção de imagens a partir do trabalho artístico e documental de Orlando Ribeiro, com base em registos fotográficos deste território.

https://www.noticiasaominuto.com/cultura/811089/braganca-participa-em-obra-de-artista-israelita

sábado, 17 de junho de 2017

II Encontro de Casas de Acolhimento de Crianças e Jovens do Distrito de Bragança

NOTA DE IMPRENSA
II Encontro de Casas de Acolhimento de Crianças e Jovens do Distrito de Bragança

A Fundação Francisco António Meireles recebeu, no passado dia 25 de Maio, o II Encontro de Casas de Acolhimento de Crianças e Jovens do distrito de Bragança.
A sessão de abertura contou com a presença do Presidente da Fundação Francisco António Meireles, António Moreira, do Diretor do Instituto de Segurança Social de Bragança, Martinho Nascimento, e do Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves.
Durante a manhã decorreu um painel sobre “ Intervenção da Supervisão em Contexto de Acolhimento Residencial” seguida de uma visita à casa de acolhimento.
À tarde tiveram lugar duas sessões, uma sobre “O Acolhimento Visto de Dentro” e outra sobre “Acolhimento Educacional: Asas para Voar Fora do «Aquário» ”
A sessão de encerramento ficou ao cuidado de Lia Louçã, Diretora da Unidade de Desenvolvimento Social e Programas do CDSS de Bragança.
Com II Encontro de Casas de Acolhimento pretendeu-se promover a partilha e reflexão sobre as práticas adotadas nas instituições de crianças e jovens.
A iniciativa foi organizada pela Fundação Francisco António Meireles e Segurança Social e contou com o apoio do Município de Torre de Moncorvo.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 202 de Junho de 2017
Luciana Raimundo

TORRE DE MONCORVO - CALDEIRADA À MODA DA RIBEIRA


As coisas que se têm dito ou escrito sobre a sopa, ou caldo da Vilariça, não são bem assim. Escreveu a Maria de Lurdes Modesto, por sugestão do saudosíssimo Afonso Praça, uma receita de culinária, receita essa, que seria um simples caldo ou a sopa de feijão frade. O petisco chama-se Caldeirada da Ribeira ou À Moda da Ribeira, que era onde os meloeiros, como o meu saudoso avô “António Totó”, a faziam.

Naquele tempo os meloeiros passavam toda a época da cultura do melão na Vilariça a tempo inteiro, nem a casa vinham. O meu avô ia contando os dias de calor à sombra do choupo da Courela Grande. Da cabana fazia a sua casa, nela dormia e comia. O seu banho, era nas águas do Rio Sabor que, naquele tempo, corria límpido e despoluído. O fogão de cozinhar era a poça feita na terra onde se acendia a fogueira.